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Published online by Cambridge University Press: 03 March 2025
This article stems from the encounter of ancestral stories and archaeological knowledge for Africans in Amazonia. Against colonial fragmentation and anti-Blackness, these theoretical reflections are rooted in Black Archaeology as a praxis of redress. The continuing struggles of ancestral and contemporary Black Amazonian communities, who insist on anti-colonial modes of existence, connect with the need to indigenize the archaeological mode of knowledge through otherwise world-senses as ontoepistemological references. These questions emerged during the first steps of the ongoing collaborative archaeological project Pitit'Latè. The founding story of Mana, an Amazonian village built in 1836 by the hands, heads, spirits, and technologies of more than 400 West Africans captured in the illegal transatlantic trade, serves as the epistemological bones of this research about Black Amazonian territorialities and materialities that remain erased in dominant colonial discourses.
Este artigo surge a partir do encontro de histórias ancestrais e do conhecimento arqueológico para pessoas africanas na Amazônia. Contra a fragmentação colonial e a anti-negritude, essas reflexões teóricas encontram suas raízes na Arqueologia Negra, constituindo uma práxis de reparação. As lutas contínuas das comunidades negras amazônicas ancestrais e contemporâneas, as quais insistem em modos de existência anticoloniais, conectam-se com a necessidade de indigeneizar o modo de conhecimento arqueológico por meio de outros percepções do mundo como referências ontoepistemológicas. Tais indagações surgiram a partir do projeto arqueológico colaborativo em andamento Pitit'Latè. A história de fundação de Mana, uma aldeia amazônica construída em 1836 pelas mãos, cabeças, espíritos e tecnologias de mais de 400 pessoas oeste-africanas capturadas no tráfico transatlântico ilegal serve como os ossos epistemológicos dessa pesquisa sobre territorialidades e materialidades Pretas Amazônicas, ainda apagadas em discursos coloniais dominantes. O chamado para outras bases ontoepistemológicas ecoa com diversos pensamentos críticos Afrodiaspóricos, a exemplo do conceito de Longa Emancipação de Rinaldo Walcott.